Mantas de Minde, pura inspiração!

Mantas de Minde

400 anos de herança.

 

Na Alfayate valorizamos a essência da tradição portuguesa e lutamos para que esta jamais seja esquecida.

Fique atento à história que lhe contaremos de seguida e conheça as razões que nos inspiraram a criar a Coleção Mynde.

Provavelmente já se aconchegou numa manta de Minde em casa dos seus pais ou avós, mas já parou para pensar nas histórias que cada fio de lã tem para contar?
 

 
As mantas de Minde têm quase 400 anos, sim, leu bem, 400 anos! Todos os passos da sua evolução caminharam lado a lado com a história económica e social do povo de Minde. Em muitos casos, a manta foi mesmo a “salvadora da pátria”, contribuindo para o desenvolvimento comercial dos habitantes de Minde.

E por falar em desenvolvimento comercial… sabia que o povo de Minde criou uma língua, o Minderico, para que os membros da comunidade, bem como os comerciantes têxteis que vendiam as mantas de Minde, pudessem falar sem que as pessoas à sua volta percebessem o que diziam? Fantástico, temos que admitir! Ao Minderico também chamam de Piação dos Charales do Ninhou, que é como quem diz: “Língua dos habitantes de Minde”.

Já percebeu, seguramente, que o povo de Minde é muito cativante, mas continue connosco para saber tudo sobre a história que envolve as mantas de Minde…

A meados do século XVII, no convento dos Frades Arrábidos, já se teciam mantas grosseiras. Com o desenvolvimento destas mantas ao longo dos anos, o Rei D. João V estabeleceu em Minde um mercado anual de lãs, no mês de julho.

Depois da crise económica e social que a população de Minde sofreu, na sequência das invasões francesas e das lutas liberais, a comunidade conseguiu reerguer-se devido ao fabrico das mantas, atividade essa que chegou a ser a principal função da população no final do século XIX.
 

 
Durante largas décadas do século XX, as mulheres de Minde teciam as mantas para que os homens a vendessem um pouco por todo o país.

Foi através do negócio das mantas de Minde que a comunidade e comerciantes desenvolveram a sua própria língua, o Minderico. Esta língua nasceu como resultado do isolamento da comunidade, localizada entre os Planaltos de Santo António e de São Mamede. Inicialmente a língua era secreta e continha termos e expressões “de defesa”, ou seja, palavras e expressões que davam a possibilidade da comunidade falar entre si, sem que aqueles que os rodeassem percebessem o que estes diziam. Com a evolução do minderico, a língua passou a ser utilizada em variados contextos sociais e não apenas no negócio das mantas.

O fabrico das mantas de Minde atingiu o apogeu nos anos 50, no entanto, passados cerca de três décadas, já não havia nenhum tear manual a trabalhar permanentemente em Minde.

 

Ao longo dos anos os teares foram desaparecendo, desmanchados, estragaram-se e serviram de lenha. Foram poucos os que se salvaram. As técnicas têm sido esquecidas e as mantas confundidas com as restantes mantas de retalhos do país. É por esta razão que hoje, a manta de Minde é considerada um produto de luxo quando produzida em tear manual, uma vez que é 100% de lã e totalmente artesanal.

O Centro de Arte e Ofícios Roque Gameiro (C.A.O.R.G.) situado em Minde contribui, desde 1987, para que esta tradição se mantenha viva, produzindo em teares tradicionais, mantas puras de Minde. É também no C.A.O.R.G. que poderemos encontrar a edição atual do glossário minderico, onde se encontram as palavras traduzidas de português para minderico e de minderico para português.
 


Uau, que história fascinante! Sim, já pode confessar que não fazia ideia de que aquela mantinha aconchegante na casa dos seus pais ou avós tinha tanto para contar! Também nós nos fomos deixando surpreender por toda esta tradição e história.

Mas pensa que terminou por aqui? Não, há mais e acredite que deixámos o melhor para o fim! Sabia que até há pouco tempo existia apenas uma única pessoa no mundo, capaz de produzir em teares tradicionais as verdadeiras e puras mantas de Minde? Desta é que não estava à espera! Pois é, é o artesão Roberto Ferreira, de 33 anos, é o responsável pelo tecido de Minde aplicado nos artigos Alfayate. Apesar da confecção artesanal ser um pouco mais lenta, a qualidade supera qualquer expectativa, o que torna a nossa coleção MYNDE tão genuína, única e especial.

Trabalhámos em conjunto com o artesão Roberto, para que todos os padrões de Minde se encaixassem perfeitamente em cada artigo desta coleção.

 


 

COLEÇÃO MYNDE disponível brevemente.

 

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